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Blog do Torcedor
  1. 02/05/2008

    Mudança de Endereço do Blog da Massa Atleticana


    Salve, salve Massa

    Mudamos para novo endereço. Para chegar à nova casa da Massa Atleticana, agora maior e mais bonita, clique no nome da coluna campeã de acessos e participações. Terreiro do Galo.

    Salve o novo endereço em seus “favoritos” e participe das nossas enquetes, escreva para o espaço do Torcedor (Brado da Massa), colabore com idéias e sugestões e envie suas fotos para o nosso fotolog. E lembre-se de adicionar a comunidade do nosso Blog no Orkut.

    Agora, o Terreiro do Galo tem uma nova formatação, que permite comentários maiores, além de muita inovação tecnológica. Confira clicando em Terreiro do Galo e venha escrever o seu nome na nossa História.

    O Terreiro do Galo espera por você.

    Raça e espora afiada. Sempre!

  2. 29/04/2008

    Ressaca Moral


    Salve, salve Massa!

    O pós-jogo foi difícil pra todo Atleticano. Recebemos muitas mensagens contando a dificuldade de sair da cama, com a cabeça doendo e os olhos inchados, depois da sapecada levada no domingo.

    Abaixo, vocês terão dois textos distintos. Um texto nos foi enviado de fora do Brasil, de um Atleticano exilado que gostaria de estar aqui em BH para enfrentar, de peito aberto, as gozações naturais dos adversários. Ele também gostaria de levar sua mensagem de incentivo ao Galo, neste momento de dificuldades. O outro texto, de um igualmente Atleticano, tem outro aspecto. Com a experiência jornalística, faz um alerta sobre a seqüência dos erros históricos dos que detém, em suas mãos, o poder de decidir os rumos do Galo.

    Batemos alguns recordes históricos nesses últimos dias. E confesso não estar feliz com nenhum deles. No domingo, a maior goleada da história do Mineirão. Essa marca ficará registrada para sempre no coração e no lombo de cada Atleticano. Dói tanto num quanto no outro. Batemos também o recorde de comentários neste espaço. Foram mais de 200 comentários aprovados, tratando desse jogo. Se o nº de comments está diretamente ligado ao nº de gols levado pelo nosso Time, prefiro que no próximo texto tenhamos um zero bem mais doce.

    Fiz questão de comentar/ responder a maioria das mensagens deixadas em nossa Casa. Considerei que esta atitude poderia nos aproximar mais (Nação Atleticana que freqüenta a sua Casa), justificar posições, aceitar as brincadeiras saudáveis dos adversários, e aplicar as costumeiras esporadas nos deseducados da vida.

    Amanhã estaremos juntos no Mineirão. Peço-lhes que leiam com carinho os textos dos Irmãos Atleticanos, que seguem abaixo.

    Raça e espora afiada. Sempre!

    Coragem Diante da Derrota, por Ricardo Luiz

    Tendo ali [em Roma] os irmãos ouvido notícias nossas, vieram ao nosso encontro até a Praça de Ápio e às Três Vendas. Vendo-os Paulo, e dando por isso graças a Deus, sentiu-se mais animado. Atos 28:15.
    Quando Lucas escreveu essas palavras a respeito de Paulo, este se encontrava a caminho de Roma, onde enfrentaria possivelmente a execução pelas mãos de um imperador brutal e excêntrico - Nero. Paulo, contudo, não temia essa possibilidade. Em vez disso, contemplando as primícias de uma abundante colheita de almas, deu graças a Deus e sentiu-se animado.

    O mundo necessita de mais almas corajosas como Paulo.

    Durante os negros dias de junho de 1940, Winston Churchill, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, voou até a sede temporária do governo francês em Tours e esforçou-se para incentivar seus hesitantes aliados a continuarem a resistência contra o holocausto nazista. Seus esforços foram infrutíferos. O exército francês praticamente deixara de existir, o governo estava à beira do colapso e o futuro parecia desesperançadamente negro.

    Retornando para a Inglaterra, Churchill relatou ao seu gabinete a gravidade da situação. Não abrandou o quadro, mas concluiu com estas memoráveis palavras: "Nós agora enfrentaremos a Alemanha completamente isolados. Estamos sós." A seguir, olhando desafiadoramente ao seu redor, acrescentou: "Mas para mim isso é até inspirador!" A coragem daquele homem, diante de avassaladoras desvantagens e derrota quase certa, foi contagiosa. Galvanizou o povo britânico levando-o à ação e, como todos sabem, prosseguiu para a vitória final.

    O Estágio América, por Cristiano Dias Barbosa

    Nos últimos 25 anos, que contam a derrocada do que foi um símbolo de Minas Gerais, existiram na cabeça de seus diretores apenas duas maneiras de se formar um time:

    1) jogadores consagrados
    2) meninos formados na base

    Curiosamente, existe um padrão de comportamento entre as diretorias nesses últimos 25 anos. No período pós-Elias Khalil, apesar de terem se sucedido no trono de Lourdes, é como se os cartolas agissem como uma entidade única. Historicamente, a cabeça deles funciona de maneira binária. Primeiro, formam um time com jogadores consagrados, muitos quase-aposentados. Depois do retumbante fracasso, recorrem à base e lançam um time novo, de relativo sucesso e identidade com a torcida. Foi assim em 1986, com o quarteto Nunes, Renato, Zenon e Everton. Uma decepção só corrigida um ano depois com a turma da casa treinada pelo Telê. De novo, em 1994, naufragou a Sele-Galo de Renato Gaúcho, Luis Carlos Wink, Kanapkis e Neto. Tivemos de recorrer a um novato, Levir Culpi, que rejuvenesceu o time e tirou o Atlético da repescagem do Brasileiro daquele ano. A maior tragédia da história do clube foi anunciada em 2005, seguindo esse padrão, quando a diretoria montou uma linha que tinha Luis Mario, Fábio Baiano, Rodrigo Fabri e Rubens Cardoso. Tivemos de chamar outra vez o Levir, que botou a moçada para jogar e tirou o Atlético do buraco. Parece que nenhum atleticano que senta na presidência consegue pensar além da Avenida Olegário Maciel. O problema agora é o mesmo. Vamos encarar um Brasileiro com Souza, Petkovic, Gérson, Marcos e Marques, com todo o respeito que ele merece.

    Pelos meus cálculos, falta pouco para atingirmos o estágio “América”. Para nossa sorte, o América já atingiu o estágio “Uberlândia”. E o Uberlândia, por sua vez, está chegando ao estágio “Siderúrgica”. O único patrimônio que resta ao Atlético está sentado nas arquibancadas. Torcida, porém, é um recurso finito. No futebol, há pouca diferença entre o “hard power” e “soft power”. E o Atlético está perdendo rapidamente a guerra dos “Hearts and Minds” para o Cruzeiro. O maior retrato disso são os dois confrontos de quarta-feira. O Atlético pega o Náutico pela Copa do Brasil. O Cruzeiro, o Boca pela Libertadores. A diferença é essa. Eles 5. Nós, zero.

    Viramos um time pequeno, administrado como time pequeno. Amadureci para o futebol durante a época de maior disparidade entre Atlético e Cruzeiro de toda a história. O esquadrão de Reinaldo, Cerezo e Éder tinha todas as ferramentas para dar de 8 nos meninos do Felício Brandi: Luiz Antônio, Luís Cosme, Osires e Eudes. A sorte deles é que o clássico era marcado sempre para a última rodada, quando o campeonato já estava decidido havia semanas.

    Hoje, viramos refém da geração Reinaldo porque as administrações atleticanas são incapazes de criar outra geração igual. Não que falte mão-de-obra. Até temos. O problema é que a mentalidade curta repassa o filé para outros clubes brasileiros e deixa o osso com o Atlético. Assim, viramos fornecedores de mão-de-obra para São Paulo, Flamengo, Corinthians. Cicinho precisou de uma ponte para ser vendido para o Real Madrid. Éder Luis seguiu o mesmo caminho. Nos últimos anos, formamos os dois melhores goleiros brasileiros da nova geração. O Bruno está no Flamengo. O Diego, no Almería. E nós, com o Juninho, com todo o respeito que ele merece.

    Percebe como viramos o América? E que não me venham com essa desculpa de restaurar o caixa. Por que não vendem Marcos, Xaves, Gérson, Márcio Araújo, Leandro Almeida e Tiago Feltri? Eu troco todos eles pelo Lima, que foi vendido por 7 milhões de reais, que aliás seria a renda de 7 partidas com casa cheia no Mineirão. Eu quero o Atlético sendo tratado como se fosse o Barcelona. Eu não quero uma diretoria que pensa em contratar Ricardinho, Felipe ou Gallardo. Eu quero uma que traga de volta Lincoln, Dedê e Caçapa. Eu tenho certeza que se ontem estivessem em campo Dinho, Bruno, Edgar e Neguete, a gente não tomava de 5. Logo após o terceiro gol, o clima teria fervido e o jogo só seria concluído daqui a uns quatro meses.

  3. 28/04/2008

    Crônica de um placar impensável


    Salve, salve Massa!

    Salve-se quem puder, porque o barco afundou? De jeito nenhum! Perdemos, e perdemos feio. Tão feio que não seria digno dizer que perdemos somente pelos nossos próprios erros. Verdade seja dita: nosso adversário foi muito superior e demonstrou isso aplicando sonora goleada. Tomamos aquela famosa surra de mão aberta que deixa a marca dos dedos no rosto.

    Só que a nau atleticana não afundou, ficou a deriva. Perdemos o rumo da vitória, mas veja que o casco é muito mais resistente do que imaginam os que não conhecem a Raça de uma Nação como a nossa! Foi essa a primeira surra que uma grande equipe tomou em um clássico regional? Não! Será a última?

    O Geninho resolveu nos ouvir em partes. Escalou Xaves e Renan Oliveira como havíamos proposto, mas esqueceu-se do alerta que fizemos: “As laterais estão desguarnecidas. Precisamos colocar o Márcio Araújo na direita e o Viana na esquerda!” Aviso feito e ignorado, o indesejado “eu te disse” foi a conseqüência natural. Duas avenidas duplicadas, isso sim, foi o que o adversário encontrou tanto do lado esquerdo como do lado direito. No segundo tempo, quando o estrago já estava feito, as mudanças só estancaram a hemorragia. Mas, em fase terminal, faltou sangue para o Galo correr atrás.

    Além das laterais, a zaga errou feio! Tida como uma das defesas mais seguras, uma espécie de Volvo do futebol, nossa zaga se comportou como o sistema de freio de um jipe Willys com o tambor furado. Foi um verdadeiro “vareio” de bola e algumas intervenções do Juninho evitaram uma conta utilizando os dedos de mais de uma mão.

    Nosso meio de campo foi inexistente na criação. Tivemos que contar com muita raça e vontade do Marques e Danilinho, que tentavam ligar a defesa ao ataque. Mais um erro que anunciamos antes. Precisávamos ocupar melhor o meio campo, alguém que aproximasse mais o time, compactando-o. A entrada do Souza, desde o primeiro minuto de jogo, poderia trazer essa ligação, permitindo tiros mais curtos e precisos dos dois pontas.

    O Danilinho não apareceu no jogo e o Marques conseguiu, quando muito, cavar faltas. E o Renan Oliveira bem que tentou, contudo manteve a média de seus companheiros – abaixo da crítica.

    Alguns lances que considero cruciais: O cabeceio do Rafael Miranda, logo no começo do jogo, foi uma das únicas jogadas ensaidas que percebi no Time do Galo. A infeliz falha do Juninho no primeiro gol, que comprometeu o placar (óbvio) e a confiança da defesa em seu arqueiro. Não sei porquê, mas naquela hora eu me lembrei do Valdir Perez na copa de 82, no jogo contra a Itália. Sabe quando a expressão de confiança do goleira dá lugar àquela expressão de "não quero mais brincar"? A bola na trave do Renan Oliveira, que teve chance de escolher o lado que bateria. Bateu errado. Se fizesse aquele gol, naquele momento, poderíamos ter evitado a derrota tão elástica. O outro lance foi a cobrança ridícula em dois tempos dentro da área cruzeirense. O que eles quiseram fazer naquela cobrança eu não identifiquei, só percebi que eles não tinham a menor intenção de fazer gol. Que “jogada ensaiada” foi aquela?

    A cabeça tá inchada. No rosto, o vermelho do sol, da surra e da vergonha! Estamos envergonhados pela acachapante derrota. E temos vergonha na cara.

    A História conta os casos de recuperação de grandes nações que, em determinado momento, sofreram grandes derrotas. Japão, Alemanha, Itália são algumas delas. A vergonha na cara, os líderes certos e a força de seu povo foram parte da fórmula de suas reconstruções.

    Precisamos dessa fórmula para recolocar a nau atleticana no rumo. Precisamos de mudanças significativas. Tá difícil! Não será bom encarar os jornais estampando uma vitória adversária com tantos números (nem os mais confiantes adversários poderiam imaginar). O que me conforta é saber que um dia é do caçador, mas também tem o dia do lobo. Nada como um dia depois do outro.



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    Raça e espora afiada. Sempre!

  4. 26/04/2008

    Projeção, Paz & Homenagem


    Salve, salve Massa!

    É chegada a hora de mais um Atlético e Cruzeiro. É hora de preparar nossos corações e nervos para mais uma final. A adrenalina substitui o sangue e corre solta em nossas veias em dias como esses. É necessária toda a calma e chá de quebra-pedra, no meu caso, para agüentar a cólica renal que sinto nas vésperas de jogos decisivos.

    Imagino como estejam os jogadores e comissão técnica, responsáveis diretos pelo espetáculo! Se, para mim, o santo remédio é o chá de quebra-pedra, o deles já foi servido no meio da semana. Em Recife mesmo já experimentaram o chá de quebra-salto, o que permitirá a ausência do “já ganhou” no vestiário atleticano antes do tempo. Isso não quer dizer que não devam mentalizar a vitória. A literatura científica desportiva trata, com muita clareza, do treinamento mental. Antes de uma competição, é fundamental que o atleta consiga se imaginar vencendo. Sentir o gosto bom da vitória incentiva ainda mais o competidor a buscar o melhor do seu potencial. Ter atitude de campeão, e não o salto alto faz toda a diferença!

    Ainda não saiu a escalação do Time. Imagino que o Geninho tenha algumas dúvidas para o jogo de amanhã. Daqui de fora, temos várias! As laterais precisam ser mais bem guardadas, tanto o Gérson quanto o Feltri não vêm fazendo grandes partidas. Será que seria a hora de dar mais uma chance para o Viana? Quem entraria no lugar no Gérson, na direita? Cláudio ou Márcio Araújo? Se você tivesse o cargo do Geninho, avaliando as condições físicas, técnicas e motivacionais, qual seria a sua escalação? Faça a sua projeção aqui no seu Blog!

    Na vasta história de grandes embates, uma nota triste, das páginas policiais, insiste em aparecer nos grandes clássicos. Histórias que contam tragédias e, como em toda tragédia, perdas.

    Quando é que passaremos a entender que o esporte é sinônimo de competição e saúde? O esporte não foi feito para a guerra e nem para a morte. Foi feito para o lazer e entretenimento. Quando é que daremos um basta a tanta violência, violência essa cometida contra pessoas que exerceram o direito de torcer por outro competidor? É justo machucar alguém por preferir o amarelo ao vermelho?

    O Terreiro do Galo conhece o seu papel de formador de opinião. Sabemos que este portal é uma grande vitrine de idéias. Por isso, convido os leitores atleticanos e cruzeirenses a formarem uma corrente em busca da Paz! No clássico passado, meu AMIGO Sérgio Rodrigues e eu desenvolvemos a campanha conjunta pela paz. Quero reeditar agora essa mesma campanha e convidar o novo blogueiro a reforçar a fileira daqueles que querem, antes de qualquer coisa, paz nos estádios.


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    Eu amo pessoas que gostam de cores diferentes das cores que eu gosto. Eu amo pessoas que torcem por times adversários. Isso por acaso é anormal? Isso é um delito? Todas as vezes que vou ao Mineirão, vejo nos torcedores do time adversário pessoas que amo. E você? Pode ser seu primo, marido, namorada, amigo, padrinho, irmão…

    Chegarei hoje em BH para participar da festa da Final. Quero ver o Galo campeão mais uma vez. Não me canso! Mas, acima disso (e tem poucas coisas no mundo que coloco acima disso), quero ver a Paz. Por isso, proponho que você, além da escalação da sua preferência, declare o amor a um adversário.

    Eu darei o exemplo aqui, e espero que você me siga.

    1. Juninho
    2. Márcio Araújo
    3. Marcos
    4. Leandro Almeida
    5. Xaves
    6. Viana
    7. Danilinho
    8. Renan
    9. Marques
    10. Souza
    11. Renan Oliveira

    Sacrificaria as subidas do Márcio Araújo, mantendo-o mais recuado na lateral-direita e deixaria o Danilinho fazer o papel de ponta-direita. A mesma coisa com o Viana e o Marques no lado esquerdo. Xaves recuado, da mesma forma, e o Renan aparecendo no bico da grande área como fator surpresa. Souza para armar as jogadas e REInan Oliveira para desequilibrar.

    Eu amo a Cris, uma cruzeirense!

    Paz, raça e espora afiada. Sempre!

    * A “Homenagem”, do título: interessante como a nossa forma de interagir com o leitor do blog, prática que adotamos desde o primeiro post para ouvir de fato as opiniões dos freqüentadores, está sendo utilizada. “Resposta do Blogueiro”, em negrito, era uma prática que nenhum outro blog fazia antes de nós. Entenderemos isso como uma homenagem ao nosso espaço, construído pela Massa e reconhecido como um excelente modelo a ser seguido.

  5. 25/04/2008

    A brisa


    Salve, salve Massa!

    E de repente se fez frio. Não uma tempestade glacial, temerosa e retumbante. Mas uma brisa fresca vinda de algum lugar atrás do arco-íris. Uma brisa de mudanças... O arco-íris surge quando o Sol aparece no fim de uma chuva e é devido à refração da luz nas gotas de água no ar. Nada poderia ser mais adequado a este momento! Depois de quase um mês de céu preto e branco no maior portal da América Latina, eis que surge uma ponta de azul para acalentar os que preferem...

    Depois de uma temporada sem blog, nossos adversários agora têm um lugar para chamar de casa. Ainda não conhecemos o "Senhor da Brisa", mas que ele tenha o bom-senso de cuidar dos interesses do seu Time e, com espírito elevado, fomente a dialética.

    O fato - como diria um contumaz freqüentador de nosso espaço, nos idos da triste trajetória dos “sem-blog” que aqui foram acolhidos com status de “quase da casa” – é que a brisa fresca chegou ornada de estrelas e tiaras, traiçoeira e vaidosa. Os que aqui vinham chorar as mágoas dos desprovidos de teto, mesmo que uma palhoça para cobrir a cabeça, esses terão um porto (ou um arco-íris) para abrigá-los. Os amigos adversários que quiserem fazer a visita cortês de sempre, serão muito bem-vindos. Claro!

    Acautela-te, ó vento fino e noviço. Não seja um rebelde!

    Em tempos como esses, os mais velhos aconselhariam prudência, recorrendo aos santos da devoção ou aos orixás para se conseguir paz e prosperidade. Tomar cuidado é sempre uma dica dos que aqui chegaram há mais tempo. Aos juvenis, alçados à categoria profissional, conhecer o terreno é fundamental!

    Como aqui é um Terreiro, muitos poderiam confundi-lo com espaço propício ao candomblé (com religião não se brinca, já diria um Irmão Atleticano). Que pensem! Que venham as Marias, com o charuto na boca e a reza braba. As piadas prontas serão as armas para os desprovidos de substância. Aqui, no nosso Terreiro, mais alto que a reza das Marias, é o canto do Galo.

    No estádio, a Paz!

    Raça e espora afiada. Sempre!

    Update às 22h17

Christian Munaier tem 34 anos. Foi professor de academia e personal trainer em BH e teve a felicidade de conviver com grandes atleticanos, como o ex-presidente Nélio Brant. Hoje está exilado em São Paulo, onde é consultor administrativo de academias e empresas de entretenimento, ministra palestras no Brasil e no exterior, e lançará o seu primeiro livro em 2008. Mantém o hábito saudável de ir ao Mineirão e carrega sua avó Henriqueta em todos os principais jogos do Galo. Detalhe: ela tem 87 anos e grita “empurra as bichas”, quando o confronto é com os tradicionais rivais. É fã do feijão-tropeiro. Comparece aos compromissos atleticanos em São Paulo. É blogueiro; é da Massa; é ATLETICANO.

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